Ser estéril. Obedecer. Confiar. Orar e conceber.

Rute era estéril. Ou pelo menos ela parecia ser. No capítulo 1 do livro, no versículo 4 vemos que ela tinha sido casada dez anos com Malom e não tinha filhos. Apesar de nos ser indicado que Rute seria uma mulher atraente, a esterilidade podia ser motivo suficiente para Boaz a desprezar. Mas não o fez.

O interessante é notar que quando casam, os habitantes da cidade oraram a favor de Boaz e Rute (capítulo 4:11). Eles oraram para que Deus fizesse com Rute como havia feito com Raquel e Lia. E assim o autor deixa claro no versículo 13 quem permitiu que Rute concebesse: Deus. “e ele [Boaz] a possuiu, e o SENHOR lhe fez conceber”.

No versículo 17 é-nos dito que esta criança - Obede - foi pai de Jessé e Jessé foi o pai de David. De repente, percebemos que ao longo de toda a história algo muito maior do que poderíamos imaginar estava a acontecer. Deus não estava a traçar uma bênção temporária para alguns judeus em Belém. Ele estava a preparar a vinda do maior rei que Israel teria, David. E o nome de David traz consigo a esperança do Messias, a nova era de rectidão, paz, liberdade da dor, do choro, da tristeza e da culpa. O livro de Rute traz-nos a esperança, constantemente renovada.