Escolher aliviar o fardo de alguém

Não sei se já experimentaram - eu já, e posso dizer que é das melhores sensações que tive e quero continuar a ter - a alegria que enche o nosso coração quando sentimos que aliviámos o fardo a alguém. Em Gálatas 6:10 diz que devemos fazer o bem a todos, e em especial aos da nossa família da fé. Em Hebreus 13:16 lemos que devemos repartir com os outros e que Deus se agrada desse tipo de sacrifícios.

Acontece que a maioria dos dias agimos em manutenção de serviços mínimos. Escudamo-nos para não sermos importunados, prosseguimos os nossos planos de enfiada, e caminhamos assim de olhar baixo, não vá alguém cruzar-se connosco e termos de ver o evidente.

É claro que todos temos dias agitados e fases em que estar disponível para aliviar o fardo de alguém é simplesmente impossível. Contudo, essa fase pode tornar-se um estilo de vida, em que a nossa atitude é a de alguém que precisa ser servido e não de alguém que deve servir. É tão fácil estarmos enfiados nos nossos próprios problemas, afazeres, agendas sobrelotadas que ficamos cegos para os problemas alheios. 
Nos dias de Paulo, a Igreja da Macedónia estava numa situação de enorme pobreza. Eram os mais pobres de entre os pobres. Mas esta Igreja ouviu falar das necessidades da Igreja em Jerusalém e resolveram levantar uma oferta. Paulo conta que eles enviaram uma pequena oferta, cheios de alegria nos seus corações. Não permitiram que o facto de serem pobres os invalidasse de acudirem a quem também precisava.

"No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Porquanto posso dar testemunho de que contribuíram de livre vontade na medida de seus bens, e até mesmo acima disso! Pois nos solicitaram, com muita insistência, o privilégio de participar da assistência em favor dos santos." (II Cor. 8:2-4)

Ainda que estejamos num estado de pobreza financeira: ainda podemos oferecer um quilo de arroz a alguém. Ainda que estejamos num estado de pobreza emocional: ainda podemos oferecer um abraço. Ainda que estejamos num estado de pobreza espiritual: podemos oferecer a palavra de Deus. 

Não podemos esperar pelo tempo em que teremos mais dinheiro, mais energia, mais disponibilidade para aliviar o fardo a alguém. Hoje é o tempo de descobrir o privilégio que é servir.


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No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.
Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria
eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.

2 Coríntios 8:2-4
No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.
Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria
eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.

2 Coríntios 8:2-4