Ele vive!



 

Os amigos de Jesus estavam tristes. Nunca mais iriam ver o seu melhor amigo. Como é que isto tinha acontecido? Não era Jesus o Salvador? O rei Deus prometido? Não era suposto acabar assim.

Sim, mas quem é que falou em final da história?
Mesmo antes do nascer do sol, no terceiro dia, Deus enviou um tremor de terra – e um anjo do céu. Quando os guardas viram o anjo, desmaiaram com medo. O anjo fez a pedra deslizar, sentou-se no cimo, e aguardou.
Ao primeiro raio de luz, Maria Madalena e outras mulheres dirigiram-se ao tumulo para lavar o corpo de Jesus. Nessa manhã, o céu atravessou as velhas oliveiras e gotas de orvalho brilhavam nas folhas e na relva. As mulheres atravessaram o caminho montanhoso, pelas oliveiras e chegaram ao local. E repararam numa coisa muito estranha: a pedra estava removida!

Espreitaram pela abertura, para a escuridão do buraco. Não viram o corpo de Jesus! Mesmo à sua frente estava um homem com roupas brilhantes. “Não tenham medo”, disse o anjo. Mas mesmo assim, gritaram de susto na mesma.
O anjo perguntou-lhes: “O que vêm aqui fazer? Isto é um sepulcro e os sepulcros são para pessoas mortas”.
As mulheres não conseguiam dizer uma única palavra.
“Jesus já não está morto. Ele voltou a viver!”
E os seus corações saltaram. E o anjo riu-se com a alegria que estas mulheres sentiam, como se por instantes tivessem acordado de um pesadelo.

As outras mulheres apressaram-se a regressar a casa, mas Maria ficou para trás. Como é que isto podia ser verdade? Jesus estava mesmo morto – como é que podia ter voltado a viver? Maria ouviu um barulho no jardim. Pensou: “Deve ser o jardineiro. Certamente ele saberá onde colocaram o corpo de Jesus”.

“Eu não sei onde Jesus está!” apressou-se a dizer, “Não o encontro!”
Mas estava tudo bem. Jesus sabia onde ela estava, e tinha acabado de ir ao seu encontro.
“Maria!”
Apenas uma pessoa dizia o seu nome daquela maneira. Podia ouvir o seu coração a galopar. Virou-se… abriu bem os olhos para ver…e pensou estar a sonhar!
Mas não estava nada a sonhar. Estava mesmo a ver.
“Jesus!”
Maria atirou-se para o chão. Súbitas lágrimas encheram os seus olhos, e grandes soluços invadiram o seu corpo. Tudo o que queria, naquele instante, era agarrar-se a Jesus e nunca mais o largar.
“Poderás estar sempre comigo, Maria. Sempre bem perto de mim. Mas agora, vai e conta a todos quantos encontrares que eu estou vivo!”

Maria correu, correu e correu o caminho todo até à cidade. Nunca tinha corrido tão depressa em toda a sua vida. Sentia que podia correr para sempre. Quase que os seus pés nem tocavam no chão. O sol parecia dançar e brilhar  por todo o céu, cada vez com mais intensidade, de uma forma que nunca tinha visto.
E parecia-lhe que, nessa manhã, à medida que corria, que todo o mundo tinha sido criado novamente, como se cantasse alegria – as árvores, os pássaros pequeninos, os sons das plantas… o seu coração.

Estaria Deus a tornar mesmo a acabar com todas as coisas tristes? Mal podia esperar para dizer aos amigos de Jesus. “Eles não vão acreditar” ria-se.
Estava certa, pois claro.