Queridas mães, vocês fazem mais do que imaginam


 

 por Kevin DeYoung, 15. Setembro.2015

Preguei no último domingo em Êxodo 2.1-10. Estás provavelmente familiarizada com a história: um bebé colocado numa cesta flutua pelo rio Nilo e vive para contar a história. É uma história maravilhosa sobre Moisés, um menino especial com um nascimento especial. Moisés, porém, não é a personagem principal do princípio da sua vida.

A história de Moisés começa com a história de três mulheres notáveis. A mãe de Moisés era corajosa e criativa, desafiando o decreto injusto do Faraó e criando um caminho para o seu bebé ter uma forma de sobreviver. A irmã de Moisés era resoluta e engenhosa, pronta para salvar o seu irmão desamparado e colocar a filha de Faraó na direcção certa. A mãe adoptiva de Moisés era poderosa e cheia de piedade, uma bela imagem de compaixão humana e graça comum. Três mulheres de idades, nacionalidades e posições sociais diferentes. Todas fazendo a sua parte para cumprir o grande plano de redenção de Deus, embora nenhuma delas conhecesse a parte que lhes cabia – com uma das três nem sequer pertencendo ao povo de Deus.

É verdade: há mais homens mencionados na Bíblia do que mulheres. No entanto, muitas vezes quando uma mulher aparece na história, algo bom vai acontecer. Jezabel e Atalia eram tiranas diabólicas, mas a maioria das mulheres da Bíblia são muito mais heróicas. Basta pensar em Sara, Raabe, Débora, Rute, Ester, Abigail, Maria Madalena, Maria e Marta e Maria, mãe de Jesus. Pensa nas mulheres que apoiaram Jesus, as mulheres que se arrependeram dos seus pecados, as mulheres curadas por Jesus e aquelas no túmulo vazio.

Se conseguires contar a história da Bíblia sem nunca nomear uma mulher, não estarás a contar a história da maneira que a Bíblia o faz. Existem mil coisas que as mulheres podem e vão fazer ao desempenhar o seu papel de servas, trabalhadoras, pensadoras, pessoas de oração, compartilhadoras e portadoras da imagem de Deus no mundo. De forma especial, ao longo das últimas semanas nos meus estudos no livro de Êxodo, encontrei incentivo especial para as mães e para todas aquelas mulheres que trabalham com crianças.

Queridas mães, eu sei que muitas de vocês estão muito ocupadas com as “bênçãos” nas vossas vidas que nem sempre parecem ser bênçãos. Estás cansada. Estás frustrada. Estás ansiosa. Estás desiludida– com os teus filhos e principalmente contigo mesma. Pode parecer que fazer a diferença para Deus é algo que tu costumavas fazer ou talvez algo que tu podes tentar fazer daqui por vinte anos. Mas, no momento, estás apenas a tentar viver mais um dia. Sobreviver e avançar. E ter um momento de descanso.

Não sei o que Deus pretende para a tua vida, através e por causa dela. Mas aqui está o que eu sei do primeiro capítulo e meio de Êxodo: até este ponto em Êxodo, toda a história tem sido movida através de mulheres e, especificamente, pelas mulheres que cuidam de crianças.

Esta grande história de libertação, a famosa história de salvação que irá preparar caminho para a história do Calvário ainda no porvir, nunca teria saído do papel se não fosse pelas mulheres. Sem Moisés, não há Êxodo. Não haveria redenção se não fosse pelas mães, cuidadoras e grandes irmãs. Sifrá, Puva, Joquebede, Miriam e a filha do faraó: Deus usou-as de poderosas formas – de maneiras que elas não podiam compreender plenamente na época, maneiras que mudaram o mundo, e todas apenas por amarem e protegerem pequenas vidas.

O que é verdade para professoras, ajudantes do berçário, voluntárias, avós, tias, sobrinhas e babysitters é especialmente verdade para as mães que lêem este texto: fazes muito mais do que imaginas.

 Continua firme, mãe, os teus esforços não são em vão.