a·le·gri·a
(alegre + -ia)
substantivo feminino
Sentimento de grande contentamento, que geralmente se manifesta por sinais exteriores. = FELICIDADE, GÁUDIO, JÚBILO, REGOZIJOTRISTEZA
(Dicionário priberam)

É difícil esconder a alegria, não é? Uma pessoa alegre tem uma postura de contentamento, dificilmente consegue ser indelicada, tem uma expressão facial agradável. Uma pessoa alegre não desanima à primeira contrariedade e traz esperança ao redor. 

São poucas as pessoas que incluo nesta categoria de alegria permanente. Por coincidência – ou não, que eu não acredito em coincidências – estas pessoas que trazem alegria com elas, não são propriamente pessoas poupadas de sofrimento. São até pessoas a quem se reconhecem desafios vários, e que ainda assim, não se deixam dominar por eles. Parece-lhes fácil.
Quando pensamos nesta coisa de ser alegre, é como se a considerássemos uma qualidade com que se foi bafejado ou não. Mas a Bíblia não defende isto. A Bíblia fala de como a alegria é algo que podemos e devemos ter, enquanto cristãos, mas que tem uma única fonte: Deus. Aliás, desde todo o início do mundo, é bem claro que fomos criados com um propósito único: agradar a Deus , dar-lhe o louvor devido, e isto só se faz com alegria. 

Tantas vezes encontramos pelos salmos um desejo de alegria, um pedido expresso de um coração alegre (“Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito obediente.”- Salmos 51:12). Por outro lado, encontramos também passagens que enfatizam a ideia de que só encontramos alegria no Senhor Deus, e que precisamos buscar essa alegria apenas e só nele. A alegria é um fruto do Espírito, juntamente com amor, paz, paciência, benignidade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio. São imperativos para um cristão. 

Esta obrigatoriedade assusta-me muitas vezes, porque infelizmente não sou uma pessoa naturalmente alegre. A minha alegria fica tantas vezes toldada pelas circunstâncias: o carro que avaria, os filhos que não obedecem, as expectativas que não conseguimos cumprir. Mas descanso quando penso que esta alegria não vem de mim. Preciso procurar a alegria na fonte certa, e isto só se consegue pedindo ajuda a Deus. Relembrando a segurança da salvação que recebi com a morte de Jesus na cruz, e relembrando que não há alegria como esta. Começar, todos os dias, com esta lembrança pode ajudar-nos a mudar a perspectiva de desânimo e dias de maiores (ou até permanentes) desafios. Esta alegria nada nem ninguém nos pode tirar. É a maior de todas. 

- Texto publicado originalmente na revista Lar Cristão -